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10 heurísticas de Nielsen para a usabilidade

Entenda como esse conceito é importante no design de interfaces

Trabalhar com o desenvolvimento de interfaces é uma tarefa essencial em qualquer design. Pensando em UX design, é preciso criar maneiras de oferecer uma boa experiência para o usuário, se preocupando com a usabilidade. As heurísticas de Nielsen são um conjunto de ações e regras básicas para uma boa usabilidade. 

O conceito das 10 heurísticas de Nielsen é usado por UX designers e desenvolvedores de todo o mundo. O principal objetivo é garantir um fluxo de navegação fluído e consistente para os usuários. Seguir as heurísticas de Nielsen é uma maneira de criar interfaces intuitivas e fáceis de serem navegadas. 

O que são as heurísticas de Nielsen? 

O conceito das heurísticas de Nielsen surgiu nos anos 1990 após estudos realizados pelos cientistas da computação Jakob Nielsen e Rolf Molich. Basicamente, o estudo visava encontrar maneiras de facilitar a usabilidade de computadores para qualquer pessoa. 

Quando os primeiros computadores surgiram, na década de 1940, só eram utilizados por especialistas. Com o tempo e a popularização desses aparelhos, cada vez mais pessoas e empresas foram tendo acesso a computadores. Por isso, era importante facilitar a interação desse processo. 

As 10 heurísticas de Nielsen são regras de adequação para desenvolvedores e designers. Elas tratam das principais determinações para a criação de interfaces intuitivas e de boa usabilidade. 

Conheça cada uma das 10 heurísticas de Nielsen abaixo:

Visibilidade do status do sistema 

O sistema deve manter os usuários informados sobre o que está acontecendo no momento por meio de feedbacks instantâneos. No ambiente digital, a visão é um dos sentidos mais utilizados e o usuário precisa saber onde ele está e onde ele estava na web. 

Ao assistir uma playlist do Youtube, temos um exemplo de aplicação dessa regra. A tela mostra a barra do player, indicando o tempo de duração e parte do vídeo que a pessoa está assistindo. Ao lado, ela pode ver uma lista que conta com o vídeo que está vendo no momento, vídeos que ela já assistiu e que irá assistir. 

Correspondência entre sistema e mundo real 

A regra determina que a interface possua a mesma linguagem usada pelos usuários no dia a dia. Para isso, há a indicação de usar palavras, frases, imagens e símbolos que sejam facilmente reconhecidos e identificados pelas pessoas. 

O símbolo da lixeira no Windows indica a ação de excluir algum artigo, a lupa do Google indica a procura por algum termo e assim por diante. 

Controle e liberdade do usuário 

O usuário deve ter a liberdade de realizar as ações que deseja, como também deve ter a oportunidade de desfazer ações realizadas por engano. 

A seta de retorno de página anterior do navegador, o termo “desfazer mensagem” do Gmail e os atalhos para desfazer ações em softwares de edição de imagem e vídeo são exemplos de aplicação dessa heurística. 

Consistência e padronização 

O usuário não pode ter dúvidas sobre o significado de palavras, símbolos ou ações. A interface precisa permitir que o usuário identifique padrões de estética e interação.

Os softwares da Microsoft e da Adobe são exemplos de aplicação desta heurística. Os programas conversam entre si, sempre com menu na parte superior, ícones e atalhos de teclados que realizam as mesmas ações em diferentes softwares. 

Prevenção de erros 

É preciso ter uma plataforma que previna problemas. A prevenção de erros deve ser sinalizada quando a interface não consegue realizar uma tarefa ou precisa confirmar a ação antes de prosseguir. 

Um exemplo dessa heurística é a caixa de confirmação do Outlook, que aparece quando o usuário fecha um e-mail que estava escrevendo antes de enviá-lo. Assim, o usuário escolhe se o e-mail pode ser excluído ou salvo como rascunho. 

Reconhecimento em vez de recordação 

É preciso minimizar a quantidade de informações que o usuário precisa memorizar ao acessar uma página na internet. As lojas virtuais são exemplos dessa heurística, sempre seguindo um mesmo padrão de layout, trazendo mais atenção aos produtos e botões intuitivos para comprar, carrinho de compras e buscas no site. 

Eficiência e flexibilidade de uso 

A interface deve servir para usuários leigos e para usuários experientes. Todos precisam ser capazes de realizar tarefas de forma rápida e intuitiva. Os atalhos de teclado em sistemas operacionais e softwares são exemplos que proporcionam uma interação mais rápida para qualquer usuário. 

Estética e design minimalista 

O minimalismo pode ajudar a ter um conteúdo mais objetivo e direto, o que favorece a decisão do usuário. Um bom exemplo dessa heurística são os hotsites e landing pages, que focam em distribuir textos e símbolos mais concisos, estimulando o usuário a fazer uma ação. 

Auxilie os usuários a reconhecer, diagnosticar e recuperar erros 

Se algo de errado acontecer, é preciso apontar o erro para o usuário e como se recuperar dele. Um exemplo dessa heurística são os formulários de criação de conta em softwares e sites que mostram quando algum dado foi preenchido incorretamente.

Ajuda e documentação 

O usuário precisa ter todo o suporte para navegar em interfaces e conseguir resolver qualquer problema sozinho dentro de sites e softwares. Um exemplo dessa heurística são as páginas de FAQ em sites e menus de ajuda em softwares. 

Como percebemos, as 10 heurísticas de Nielsen são importantíssimas para a construção de interfaces intuitivas e de fácil compreensão para os usuários. O uso dessas normas é essencial para engajar usuários em sites e softwares, promovendo uma experiência de uso otimizada. 

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