Quinta, 20 DE janeiro DE 2022

Mourão diz que Bolsonaro sabe que precisa abrir mão de discurso polarizado

Vice afirmou que o presidente foi aconselhado a deixar de governar para poucos; tendência é de que isso aconteça

Publicado em:

6 de
abr
Categorias: Geral.

Foto: Romério Cunha/VPR

Em evento privado em Boston, nos Estados Unidos, o vice-presidente, general Hamilton Mourão afirmou que o presidente Jair Bolsonaro está ciente de que é preciso deixar de lado discursos extremados e polarizados. Segundo três fontes presentes no encontro, Mourão defendeu que o governo não caia em tentativas de polarização pela oposição.


Confrontado por presentes no encontro se não era o próprio presidente quem adotava uma retórica polarizada, Mourão disse que Bolsonaro foi aconselhado por seu entorno a deixar de governar para poucos e a tendência atual é de que isso aconteça.


Outro tema do encontro foi a crise na Venezuela. Mourão foi crítico à insistência dos Estados Unidos pela entrada de ajuda humanitária no país vizinho. Os EUA e a comunidade internacional esperavam que a entrada de ajuda humanitária antecipasse o fim do regime de Nicolás Maduro, o que não aconteceu.


Para Mourão, o processo foi mal gerido e mal executado, segundo fontes presentes no encontro. Os militares rechaçam a possibilidade de qualquer apoio brasileiro a uma eventual decisão dos EUA de intervenção militar na Venezuela. Mourão afirmou aos presentes que o papel do Brasil não é de pressão econômica – algo que, segundo ele, só cabe aos Estados Unidos fazer. Os EUA têm adotado sanções econômicas contra integrantes do governo de Maduro.


Para o vice-presidente, os países da América Latina demoraram demais a forçar pelas vias diplomáticas uma transição democrática na Venezuela. Ele reforçou que o Brasil seguirá na pressão diplomática.


Mourão foi acompanhado no almoço pelo ministro da Secretaria de Governo da Presidência da República general Santos Cruz. Ao falar sobre a reforma da Previdência, Santos Cruz afirmou que a bola agora está com o Congresso, segundo as fontes presentes. O governo Bolsonaro vem sendo criticado por não fazer a articulação necessária para reunir os 308 votos suficentes para fazer sair do papel o projeto.


*Fonte: Estadão
[apss_share]

 

Outras Notícias

Câmara de Senador Canedo: Reinaldo Alves, herói ou vilão?
Suspeito de tráfico é preso com R$ 20 mil em cocaína, em Senador Canedo
Com mais um discurso político-eleitoreiro, Reinaldo Alves detona Divino e Laudeni Lemes
Coronavírus: espetáculo “A Paixão de Cristo” é cancelado em Senador Canedo
“O presidente colocou palavras na minha boca”, disse Marcelita Manze em sessão ordinária na Câmara
--->