Sexta, 21 DE janeiro DE 2022

‘Se ele não me quer, é só me dizer’, diz Mourão sobre Bolsonaro

Vice-presidente teria admitido que pode renunciar ao cargo se o presidente pedir: “Pego as coisas e vou embora”

Publicado em:

26 de
abr
Categorias: Política.

Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil

A crise entre o presidente Jair Bolsonaro e o vice Hamilton Mourão parece estar longe do fim. O embate ganhou novos contornos após a divulgação, pela Revista Veja, de uma declaração do vice-presidente Hamilton Mourão admitindo que, se a crise continuasse, não descartava a saída extrema de renunciar.


“Se ele (Bolsonaro) não me quer, é só me dizer. Pego as coisas e vou embora”, desabafou. Resignado, explicou que é um soldado a serviço da nação. No governo, tudo o que faz, diz ele, é tentar ajudar o presidente, e não o contrário. “O presidente nunca me disse para parar, para não falar com essa ou aquela pessoa. Então, entendo que não estou fazendo nada de errado. Mas se ele quiser que eu pare…”, disse o vice.


A relação entre os dois piorou após o vereador Carlos Bolsonaro acusar Mourão de se opor às propostas do presidente, de se aliar a adversários, de se aproximar de empresários importantes, de bajular a mídia, de se apresentar como sensato e transigente — tudo isso, segundo Carlos, planejado para que Mourão se viabilize como alternativa de poder.


Bolsonaro também já emitiu sinais, mais brandos que as manifestações de seu filho, de sua insatisfação com o vice. Semanas atrás, o presidente censurou Mourão. “O negócio é o seguinte: o Mourão é general lá no Exército. Aqui quem manda sou eu. Eu sou o presidente”, afirmou.


*Fonte: Jornal Opção


[apss_share]

 

Outras Notícias

Câmara de Senador Canedo: Reinaldo Alves, herói ou vilão?
Suspeito de tráfico é preso com R$ 20 mil em cocaína, em Senador Canedo
Com mais um discurso político-eleitoreiro, Reinaldo Alves detona Divino e Laudeni Lemes
Coronavírus: espetáculo “A Paixão de Cristo” é cancelado em Senador Canedo
“O presidente colocou palavras na minha boca”, disse Marcelita Manze em sessão ordinária na Câmara
--->